Grupo de Investigação em Psicologia do Trabalho
Prof. Dra. Marta Santos
Se considerarmos a actividade de investigação desenvolvida pela equipa até agora, podemos constatar que o trabalho de fundo foi assumido no âmbito das teses de Doutoramento, algumas realizadas graças a bolsas da FCT. Obviamente, os financiamentos conseguidos no âmbito de projectos de investigação específicos, além de responder a pedidos sociais importantes, permitiram – e ainda permitem - aos jovens investigadores treinar as suas competências na produção científica. Todavia, como é sabido, os condicionalismos dos contratos nem sempre são compatíveis com uma reflexão teórica-metodológica de longo prazo – que pode ser melhor assumida com outra disponibilidade e noutras condições temporais. Esta articulação entre essas duas fases de um percurso possível para um(a) investigador(a) acabou por corresponder ao modo de gestão dos recursos humanos do Grupo de Psicologia do trabalho nos últimos anos - e o balanço é globalmente positivo.
Neste sentido, e no contexto da progressiva inserção na equipa de uma segunda geração de doutorandos, foram elaborados vários projectos de investigação, todos articulados com redes internacionais a que pertencem membros doutorados da equipa: além de permitir uma projecção dos mais jovens ao nível internacional, permitem a consolidação da sua presença no tecido laboral da Região Norte de Portugal – factor essencial se tivermos em conta a especificidade do nosso projecto científico.
Convém no entanto salientar que confrontámo-nos com uma evolução do Grupo que, contando dez investigadores doutorados em final de 2010, acabou por ver 4 dos seus doutorados obrigados pelas suas novas entidades patronais a inserir outros centros de investigação, cujas ambições esbarram na obtenção – ou reforço – de reconhecimento e financiamento da FCT.
De facto, trata-se de uma “moeda com duas faces”: é prestigioso para a equipa ver os seus doutorandos rapidamente contratados acabando por alargar a nossa rede no plano nacional; mas prejudica a progressão esperada e necessária para o nosso projecto científico.
Neste contexto, acabamos por optar pelo enriquecimento da dinâmica do grupo através de um reforço do pólo dos colaboradores doutorados pertencentes a outras entidades. Inovamos também com a inserção de uma colaboradora francesa, detentora de uma HDR (Habilitation à Diriger des Recherches) – o que não deixou de constituir uma mais-valia, nomeadamente para a segunda geração de estudantes de doutoramento da equipa.
Consideramos que Laboreal (http://laboreal.up.pt), revista electrónica bilingue (português e espanhol) criada em 2005, é um bom revelador da dinâmica conseguida. O seu sucesso já garantiu uma divulgação alargada – nomeadamente sustentada pelas redes internacionais da equipa. Os comentários dos leitores e os proventos que esses mesmos dizem ter retirado dos números publicados até agora, reforçaram a nossa vontade de prosseguir o trabalho já realizado, conferindo-lhe contudo uma nova perspectiva com uma reorganização das equipas responsáveis, distinguindo a partir de 2011 duas direcções: uma para a versão de Laboreal em língua portuguesa e outra para a versão em língua espanhola. No trabalho dessas direcções, participam colegas da União Europeia e de países da América Latina.
