REPROFOR: A Recontextualização Profissional da Formação Escolar de Nível Superior
 

Financiamento | Funding 
Fundação Calouste Gulbenkian

 

Investigadores responsáveis | Main researchers
Artur Cristovão
Chris Gerry (DES-UTAD)
Stephen R. Stoer (IR CIIE / FPCEUP)
Telmo Caria

 

Equipa de investigação | Research team
Armando Loureiro (DCE-UTAD)
Fernanda Nogueira (DES-UTAD)
Fernando Pereira (IP-Bragança)
Margarida Silva (UCP-Bragança)

 

Instituição parceira | Partner institution
Câmara Municipal do Porto: Pelouro da Educação

 

Resumo | Abstract
A recontextualização profissional da formação universitária/politécnica: um estudo comparativo sobre as condições e formas de uso do conhecimento abstracto em cinco grupos profissionais (REPROFOR). Este projecto foi desenvolvido no âmbito de um grupo informal de investigação, de carácter inter-institucional e intersectorial. Este grupo, designado por GASPTI (Grupo de Análise Social das Profissões em Trabalho Técnico-Intelectual), tem vindo a aprofundar, desde há dois anos, um trabalho de troca de experiências de investigação sobre esta temática. No momento, o grupo permite a colaboração regular e continuada entre o Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto e o Departamento de Economia e Sociologia da Universidade de Trás-os-Montes. Conta ainda com a participação de docentes/investigadores de outras instituições do ensino superior. 
 
Objectivos do projecto: 
1. Identificar e aferir do grau de autonomia dos espaços informais e formais de exercício profissional; 
2. Identificar e caracterizar as zonas do quotidiano de trabalho que são entendidas pelos profissionais como 'problema', tomando em consideração as condições de exercício profissional representadas como sendo de incerteza, de risco ou de constrangimento; 
3. Identificar e caracterizar os saberes sobre formas de procedimento e linguagem contextuais que colectivizam e explicitam os 'problemas' localmente; 
4. O uso que é dado à escrita (normativa, administrativa, científica e auto-produzida) para representar, agir e legitimar aquilo que é definido como 'problema'; 
5. Identificar e caracterizar as modalidades de (des)articulação dos saberes contextuais e dos usos de escrita com a mobilização de conhecimento abstracto; 
6. Recensiar as eventuais actividades socio-cognitivas que mais permitem o pleno uso do conhecimento abstracto obtido na formação académica, como sejam: actividades de legitimação de decisões, de clarificação estratégica de acções, de crítica de enquadramentos e proposição de inovações; de explicitação de identidades colectivas.